segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Casarão da Várzea

Meu querido casarão
Por tuas arcadas
Perambulei com alma e coração
E choro por lembranças deixadas

Enfim chegaste ao ano cem
Meu amigo, parabéns
Presto continência a tua história
São cem, cem anos de glória

Minha várzea amiga
De fronte a redenção
Aplausos a vossa tradição

Depois de anos, cá de repente
Oh! meu caro casarão
Me despeço contente

Marcela

Tão doce quanto a erva
Cabeça dura feito pedra
Meu coração és dela
Linda, linda Marcela

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Pintor

Oras, vou lhe falar
Meu caro amigo pintor
Vejo que pintas com louvor
Vosso pincel não há de secar

Pegas fortes com as linhas
Encara com frieza, sorrisos falsos
Pintas na madrugada, ao som de aplausos
Transformas suas dores, minhas

Como é bela aquela pintura
Da menina que na lua se debruça
E no seu choro se afoga,soluça

Fulguras na tela
Te escondes nas tintas
E usa a beleza dela




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Senhoria

Admiras-te com que canto
Emociona-te ao som da lira
Choras comigo, minha senhoria.
Apontas a fé, que não vejo.

Me mandas acalmar
Traga abaixo o altar
Que me distância de vos menina

Senhora toque-me com a mão
Tiras o camponês da solidão
No compreendas a separação

Peleja por nosso amor
Ignores a tal dor
Do meu lado quando compor
Estarás tu, só tu.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Coisa de pele

Cinzenta, negra e escura
És minha camada
Por onde toco a sua
Branca e levemente suada

Coisa de pele
Degrade a luz da lua
Como disse
Toda beleza és tua

Atracão fatal
Vontade carnal
Desejo que fala por si

Traga ao meu encontro
Sua pele junto a minha
Coisa de pele, a história continua

Morte anunciada

A cronica da morte foi anunciada
A noticia veio através do cavalo baio
E suas cinzas levadas em um balaio
O velho índio se foi, triste choro da amada

Estava a matear com a prenda
As esporas estão sem onda ficar
Tarde que não esqueço...
E os crioulos quem ira domar