terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A janela

Pela janela
Vejo os ratos fugirem da vassoura
Como quem fosse da morte

Vejo a boemia aplaudir
Aplausos de quem se fascina
A moça que passa logo ali

Atravesso a sala
E em outra janela
Vejo a briga de marido e mulher
A qual diz o ditado
E como tal, ninguém mete a colher

Pelas janelas eu vejo
Pela janela eu respiro
Por outra janela sinto o sol
Me molho com a chuva
Vejo entrar o verão
E sai outono
Agora eu cansado
Deixarei me pegar, o sono

sábado, 10 de dezembro de 2011

Meus versos

Meus versos não são arrumados
Meus versos são espelhos
Do que eu sinto
Do que penso
E ás vezes do que desejo

São versos bagunçados
Na visão de alguns,
São versos pirados
Esses alguns que me chamam de louco
Rotulo que amo
Pois quem é normal
Não sorri todo dia
E não deixam tristezas
Virarem alegrias

Esses versos perdidos
Vieram do meu coração
Que se tornou uma fabrica de sonhos

Profeta

Gentil gigante das atmosferas
Me mostra sua face obscura
Deslumbra-me
Contando-me seus sonhos e desejos
De um imaturo, com desleixo
De um tal sonhador
De um profeta pecador
Que pecado capital
Vem de baixo e sobe


Mãos e Beijos

Mãos e beijos
Deixam-me grudados a você
Trouxe-te um buquê, de rosas e lírios
E pra quê, te pergunto pra quê?
Pra você usar e abusar
De seu poder de me seduzir
Controla-me o seu jeito de agir

Mas esqueci que sua surpresa
É usar sua beleza
Contra meu receio
De amar, de me deixar levar
Por seu encanto
Eu ei de me apaixonar
Te amo pequena
Abuse de mim, me leva para voar

Pensamentos Aleatórios

Busco ter sobriedade
Em um mundo
Que espero ser de verdade

Oh vida que passa
Tristezas que me trouxe
Tão e quanta desgraça

Vida cruel
Vida dos desesperos
Sonho pequeno
Sujeira de baixo do queixo
Resquício de um beijo
Da pequena guria

Traidor

Oh traidor, usou de traição
Deixou de lado o amor
Apelou para paixão
Passageira e encantada
Deixou de lado véu e grinalda
Trocou paletó e gravata
Pelo nu, cru e suor
Trocou de sua amada o coração
Perdeu total razão
E hoje vive só
Tão só que suas lembranças
Só viraram tão e somente pó

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Surpreendente enigma

Você é mais forte que eu
Eu sou mais carente
Você me vem menina inocente
Toda linda e maliciosa

Maldito sorriso lindo
Maldito tempo que para
Sem dó, ele para
No nosso beijo
Minha dor sara






sábado, 3 de dezembro de 2011

Mulher

Mudas de humor de repente
Como as estações do ano, serpente
Venenosa e cruel
Ganhou meu coração
Tornou-me seu réu

Mas mesmo assim
Parece tão doce para mim
Alegra-me todo dia
Felicidade sem fim

Troca de cor
O que é cinza e pálido
Trás vida ao mundo
Mulher, bicho indomável
Oh criaturinha de deus



Cartão

Quero ver o que vai fazer
Quando meu bem eu sorrir
Quero ver o que vai sentir
Quando meu bem eu partir

Quero tecer seus cabelos
Fio por fio, querubim
beijin, beijin
Pegue meu cartão
Esqueça meu coração


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Gosto

Gosto quando me faz sorrir
Gosto quando me faz chorar
Gosto também quando me faz amar
Gosto mais quando meu coração você abrir

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pontas salinhas

Tal e quanto
Desejo vem de vos
Após e logo o pranto
Choro que tanto
Derramo lagrimas por você

Choro, nem sei por quê
Pontas salinas
Saem sem meu querer
Espontâneas, nem sei talvez


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Te amo

Confesso-te que me esqueço
De dizer a ti todo dia te amo
Mas nem penses que não amo
Amar, amo muito
Amo a ponto de encanto
Por seu sorriso,
Por motivos que nem sei eu, mas amo
Com todas minhas forças digo-te que amo

Mas males insistem em separar
Aquilo que contra nossa vontade
Tão forte se uniu
E que até hoje não se partiu

Digo-te te amo
Estufando o peito
Que quase nem respira, em leito
Por esperar você, pra dizer te amo

domingo, 27 de novembro de 2011

Acompanhante do vento

Vinha ela, linda morena
Cabelos longos, olhos claros
Acompanhante do vento
Cheia de tristezas e tormento

Flor recém colhida
Felicidade, ainda tardia
Em seus olhos, amor havia

Ah, minha pequena mulher
Pura perdição
Em teus traços, surgiu minha paixão
Não por mulheres,
Mas por vos em especial
Entraste, sem ter hora pra sair
Dentro de meu coração
E fizeste um tolo sorrir

Vida e Morte

Morra diariamente, para viver eternamente

Gostinho

Gosto doce na boca
De quem sabe amar
Gosto amargo
A quem só sabe falar

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Beijo

Suave, refrescante, molhado
Sombrio, nebuloso, bagunçado
Doce,cheio de paixão, reflete o amor
Teu beijo, meu sonho desejado

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Menina moça

Vens na manhã, ardente
Menina moça, frágil e carente
Alvorada dos sentimentos
Despertar de uma paixão
Após noite e dia
Tiraste meu chão
Debaixo de meus pés
Nada, nada há
Nem sonhos, nem desejos
Tudo, depois de um beijo

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mágico

O circo chegou a cidade
E o mágico apaixonou-se
Pela filha do padre
Que ironia da vida
Deixar um aventureiro
Apegar-se com a filha da capelinha

Mas era engraçado ver
De madrugada ao amanhecer
O mágico subir e descer
Da janela da igreja
E a moça sorrindo e abanando
Esperando ansiosa o dia terminar
E seu mágico voltar

Mas os dias se passaram
O mágico tinha de voltar
A estradar do mar
E a moça com coração partida ficará

Mas num ato de loucura
Eis que ela quis partir
E sem sem despedir
Foi embora com o mágico
Assim acabo a história
Do mágico e a filha do padre

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Solidão das multidões

Tal tormento
Dentro da alma de um pobre homem
Só, complemente só
Sem nenhum sentimento

Mesmo calado, diz tanto
A ponto de entrar em pranto
Por se ver só, tão só

Dor invisível
Se acompanhado da multidão
Sentes só,sem ser compatível
Com o mundo, oh opressão

Sopro e Vento

No fim será ótimo
Seu beijo pra sempre
Ficará na memória

Ao sorrir
Vai descobrir
Nada de fim nessa história
Dois pontos, virgulas
Nada importa
O fim é o começo
Do que não termina
Breve espaço de tempo
Então vem o sopro e o vento
Dizendo pra recomeçarmos
Então o ultimo beijo
Tornou-se o primeiro beijo
Primeiro amor,
Virou também o ultimo
Novamente o primeiro
Brincadeira do tempo
Sopro e vento

Na calada da noite

Na calada da noite
Lágrimas de seus olhos caiam
Dor de chicotes de açoite
Talvez parecido, gritos saiam

A sereia morena
Olhos escuros,
Linda como açucena
Escrevia uma carta ao pescador
Que morava na ilha do amor

Escrevia com esplendor
Pedindo ao pescador
Um coração para amar
E sentir amor, em vez de dor

Pobre sereia
Queria aceitar o pedido
Do jovem soldado
Que acompanhado do zunido
De tiros e bombas
Fugia para encontrar-se com ela
Na calada da noite

O pescador
Chamado como "encantador"
Conhecido era por realizar desejos
E levar aos beijos
Jovens apaixonados

Depois daquela noite
O pescador atendeu
O tal pedido da jovem
Lhe deu um coração
A sereia então cedeu sua mão
Casaram-se então
E felizes viverão


domingo, 20 de novembro de 2011

Palavras

Palavras não cogitam
Sair de minha boca trêmula
Meus olhos
Não param de olhar os seus
É o ápice do calor
Sinto, sinto o amor

Darei a minha amada
Minha atenção
Muito mais que paixão
Darei meu amor
Muito mais que a vida
Darei meu espírito e alma

Nas noites claras
Ao som saudoso de flautas
Beijarei-te eternamente
Sentirei minha alma arder
O chão abaixo tremer
A lucidez de minha mente
Se esvair-ar pelo teu poder

Darei a minha amada
O mais sincero sentimento
A flor mais desejada
Porventura é para vosmecê

Dom Casmurro

Oh! flor do céu!Oh! flor cândida e pura!
Venha ser meu sol
Não a lua, mas venha sim, nua
O corpo a ser admirado pelas estrelas
Oh Capitu!
Traga-me duvidas
Mas com certeza de que amo-te
Estarei a vossa espera
Perto do poço
Mas perto ainda do manuscrito
Do muro cinza e pálido

Oh! flor do céu!Oh! flor cândida e pura!
Brigarei a todo fervo
Por nosso amor
Mas ainda por nossas almas
Se preciso for, darei cabo de minha vida
Darei-me por vencido
Que os tolos façam proveito
De minha carne e imperfeições
E ainda que tivesse outras soluções
Dessa faço gosto
Para que nosso amor seja mais
Muito mais, além da vida
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mãe Africa

Oh mãe Africa, minha mãe
Quero visitar-te
Fazer de vos minha morada
Tocar meus dedos
Nessa terra vermelha e queimada
Misturar-me
Com seus outros filhos
Que vos há de acolher
De dia ao anoitecer

Meu sonho
Só se realiza por vosmecê
Em sua casa
Da floresta ao deserto
Quero que o brilho
Da minha pele negra
Não ofusque o meu olhar
Que por si só, es doce
Mas triste por tanto chorar
Lágrimas de um estranho
Longe de casa, fora do lar
Oh mãe Africa
Acolhes mais este filho
Negro, esquisito,sofrido
O negrinho sem brilho

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Coitado es tu mundo

Coitado es tu
Tão cheio de gente, mesmo assim só
Hoje avançado, mas cru
De ideias e pensamentos, que viraram pó

Pena sinto de ti mundo
Que na mente do poeta es cruel
E bem lá no fundo
Es incompreendido, mas serei a ti fiel

Me deste morada,
Um lugar para amar.
Prometo que darei sentido
Há o que pedes e insisti em tramar
Para seus tolos habitantes!
http://www.youtube.com/watch?v=rbxbWVgGCtg&feature=related

A ponto de amar

De tanto chorar
Cheguei a ponto de amar,
O ódio virou amor
Que tanto sinto a dor
De meu peito pegar fogo
Quando de ti aproximar-me.
Meu pobre coração murchou,
Após ver que o matou
Com suas promessas
E em um canto escuro o deixou!

Olhos embaçados

Meus olhos
Estão embaçados de lágrimas
Depois que suas palavras
Cortaram meu coração
Como facas afiadas

Tola solidão

Quando vos conheci
Por suas qualidades, apaixonei-me
Hoje amo-te
Por seus defeitos e imperfeições
Amanhã continuo ao meu amor
O escuro da alma
Apaga de mim, a dor
De tola solidão

Do sonhador

Quantas implicações
Desse seu "talvez"
Poderei eu tirar
Tantas senhoras lágrimas
Após ouvir o zumbido
Do seu "não", caótico
Que insistiu em romper
O silêncio de meu coração

Você pensa em dançar
Eu penso em casamento
Ela não sabe sonhar
Eu sei tornar realidade
Do impossível, verdade

Quantos sorrisos traria
Seu :-"amor digo-te que sim"
Para mim, para mim
De meu pedido encabulado
Do sonhador, sonhado...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Fraqueza

Vosmecê, trouxeste para mim
Pela primeira vez a duvida
Logo após, me trouxe a incerteza
Que meu coração, a nobreza
De tolo amante e amável
Homem, que não teve a certeza
De amor e paixão
A mim, demonstro fraqueza
Perto de vos

Restrições

Vivo, sobrevivo e mantenho-me de paixões
Além disso, não me permito ilusões
De amores e rumores
Que se escondem atrás das palavras,
Abraços e gestos
Daqueles que se dizem amores
Amados não são

Me restrinjo a emoções fortes
Passageiras, verdadeiras e intensas
Me permito viver no ápice
Aproveitar o gozo da vida

Sorrateiro

Nasceste em mim sem piedade
Como espinhos em rosas
E eis que deixou saudade
Da morena, com olhos puxados
De um lado veio
D'outro se desfez
Caminha lentamente
Por dentro de mim, solitário
Sorrateiramente es tu amor
O espinho que protege a flor

Jamais rancor

Do vento, se fez a calma
Antes do silêncio, veio a voz
Depois do sorriso, um homem feroz
De teus beijos, veio-me o amor
Que toda noite sinto o ardor
Dos opostos, veio a atração
De nossos corpos
Uma coisa chamada paixão
Que tal e tanto
Trouxe-me a dor
Denominada saudade,
Jamais rancor.

Estranho ninho

Eis que me encontro
Em um ninho
Se pensas que é de pássaros
Erraste de caminho
Digo-te que não
Vejo-me em um ninho de cobras
Onde os mouros torcem esbaforidos
Para que gotas salinas
Caiam de meus olhos escuros
E o sorriso tome para si
Outra morada, longe de mim

Alegre Coração

Nem só de desejo

Vive um homem
Nem só de vontades
Vive uma mulher
Nem só de dizer te amo
Sobrevive um amor
Mas nem só de pólen
Sobrevive a flor
Como nem só de sorrisos
Vive-se a vida
Mas de sorrisos
Alegra-se o coração
Do mais solitário
Ao mais fanfarrão

Partida

Para vos, não desejo o mal
Pelo contrário, outrora, quero-te
O bem mais sublime
Para que de minha pessoa esqueça, enfim
E vá, para onde não sei
Mas vá, para longe de mim

Sem Mais

Vem sem mais: Desejo
De ti amor, capataz
Troco-te desejo, por um beijo
Da moça que aprendi a amar

Presentinho

O rangido da caixa
Susto me trouxe
Abri, presente ganhei
Direto de Deus
Sábio, anjo e rei
Como os pássaros
Asas, deu para voar
Recebi eu, amor para te amar

Não me digas

Não me digas
Que o sonho acabou
E o beijo que me roubaste
Nosso sonho levou
Não me digas