sábado, 15 de dezembro de 2012
Meus votos
Na saúde e na doença,
Na riqueza e na pobreza,
Até que a morte nos separe.
Eu prometo me apaixonar todos os dias,
Na tristeza e na alegria.
Eu prometo sempre segurar sua mão,
No medo ou na felicidade,
Na briga ou na amizade.
Eu prometo
Meu amor jamais te esquecer,
Enquanto fizer parte deste mundo,
Enquanto eu viver.
Eu prometo sempre pecar pelo excesso
Jamais pela falta.
Eu prometo me dedicar por inteiro,
Para fazer de nosso amor,
Um amor verdadeiro.
Eu também juro e prometo
Te honrar como minha mulher,
Te amar em todas as horas,
E sempre te respeitar
Aconteça o que acontecer!
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Meus dezoito
Hora de festejar minhas bodas
Viva! Viva! Meus dezoito anos chegaram,
Ah! O tempo passou, mas demorou tanto
Que já tinha perdido até o encanto,
E mamãe ainda dizia:
"- Calma meu filho o tempo passa rápido!"
Rápido? Que rápido o que,
Parecia que não ia chegar nunca.
Esperei tanto, sofri tanto,
Mas a liberdade não vinha,
Nem mesmo escutavam a opinião minha,
Parecia eu, mais um ser gastante
Do que um menino pensante
E papai ainda dizia:
"- Cresça e apareça"
Mas como se eu estive sempre ali;
Ali mesmo, na barra da saia de mamãe.
Mas enfim é tempo de comemoração,
Pois finalmente cheguei ao um ponto oito!
Melhor dizendo de-zoi-to!
Agora posso eu tirar carteira de motorista,
Posso trabalhar de manobrista,
Pois carteira de trabalho já posso ter
Acho também que aqui não vou mais viver
Vou é morar sozinho,
Ter meu próprio ninho ,
Vou ter meu próprio dinheiro
Vou ser homem por inteiro,
E ei de fazer o que quiser,
Porque sou maior de idade
Dos tempos de pequeno tenho não saudade!
.... Tempos depois;
Dinheiro tenho é nada,
Morar, ainda moro na casa dos pais,
Meu ninho, tenho sim: meu quarto,
E a carteira de motorista? - Ainda não veio.
Veio é nada,
Sou maior de idade,
Mas cade a tal da liberdade?
Nada mudou,
Tanto sonhei,
Que nada encontrei,
Só posso mesmo é votar!
Ah! amar, também posso não, amar
Diz meu pai que só se ama mesmo
Depois de velho, sabe não:
Cresci, apareci
E ninguém nota não,
Será que minha opinião não conta:
Ou será que preciso ser adulto para me verem aqui?
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Então
Se eu a amo,
Se ela me ama,
Porque então negar?
Porque então fingir?
Porque então esperar?
Se nem mesmo a morte espera,
Ela vem, sem recado, sem nem mesmo um aviso prévio
E tu ainda ousas ressabiar,
Que dúvida ainda tens?
Duvidas do meu amor,
Garanto que duvidas também da minha fidelidade,
Duvidas que a ti, só a ti serei atento,
Que tolice! És mulher de elogios e galanteios
És mulher confiante,
Mulher elegante,
Acreditas em mim!
Acreditas em meu amor!
Então,
Se eu te quero,
Se tu me queres,
Porque então foges?
Porque então te escondes?
Porque finges não querer?
Se a maior covardia dos homens
É matar seus próprios desejos, ou fingir não os ter
Duvidas ainda que não te quero?
Mas afirmo, querer quero é muito,
Que muitos beijos, abraços
Quero noites que não acabam com o amanhecer
Quero romance, sim quero romance
Quero ser ridículo amante,
Um tolo errante,
Doar-me por todo,
Escrever cartas ridículas de amor,
E há quem diga ser perda de tempo,
Não! Neste caso o que menos se tem é perda
E além, ganhasse tempo, ganhasse muito mais!
16 Tercetos de vida
Um amor elegante
De tempos atrás
Um amor tolo, um amor errante
Com planos mirabolantes
De roubar teu coração
Quando pequeno vi sua graça
Percebi neste mundo, que a vida passa
Mas que de você não ia esquecer
Foi encanto de criança
Em que atordoa a mente e o sonhos balança
Num campo florido
Quantas chuvas e dias ensolarados
Passei ao seu lado
E você do meu
Quando brincadeiras inocentes
Tivemos na infância e uma amizade crescente
Se instalava em nós
Desde então minha vida foi seu bem querer
Pois preciso de sua companhia para viver
E viver feliz em paz
Quantas e quantas vezes quis te esquecer
Tolo foste eu em não perceber
Que te amo, sem mas
E nas vezes que esteve longe, muito chorei
Mas quando perto ficava, de muito te amei
Amei sem restrição
Em indas e vindas, já confundi meu amor com amizade
Mas aos beijos e carinhos, encontrei a felicidade
Felicidade essa que nunca tinha tido
Vi tu menina, virar mulher
E vos nem suspeita sequer
Que ainda sou o mesmo menino
Entre as brigas e reconciliações atravessamos anos
Em minha mente já tive cruéis enganos
De que um dia nos separaríamos
No pranto já me afundei de tristeza
Com a dor da duvida, e a falta da certeza
Se me querias ou não
Houveram tempos ruins, de céu escuro
Em que recorremos ao baixo sussurro
No pé do ouvido de Deus
Eu te amei, e do amor fui prisioneiro
Me entreguei de corpo e alma, por inteiro
Somente a você
Hoje e sempre amarei tanto Marcela
Pois antes de nascer já era dela
Meu coração e meu amor.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Mãe
Com você aprendi a ter coragem
Coragem que o mundo exigiu de mim
Um muito obrigado as vezes não é suficiente,
Agradecer a você todo dia, não é exatamente
Um dever, mas sim uma obrigação
Mas obrigado por cada abraço sincero
As vezes mesmo sem querer, deve-se se severo
Para que uma criança saiba o que é certo
Espero que minhas simples palavras consigam descrever
Meu amor incondicional a você
Minha mãe, foste você a escolhida por Deus
Para secar cada lágrima que derramei
Porque quando chorei
Chorei de verdadeiramente, muitas vezes sem ter porque
Chorei de medo de lhe perder,
De não mostrar todos os dias, que vos é o meu viver
Perdoa-me por cada ofensa, por cada desaforo
Por cada palavra dita em vão,
Palavras ditas a barra da raiva,
Não devem ser levadas em consideração,
Pois não são de cunho verdadeiro,
Uma falácia deveras, pois sempre serei seu companheiro
A ti minha mãe, eternamente serei fiel
Pois como seu filho, acredito ser este meu papel
Papel que desempenharei com toda vibração,
Se preciso for darei tudo de mim
Para zelar e regar este amor sem fim,
Amor que dedico a você todo noite em minha oração
Por vezes tentei entender como adivinhas cada pensamento,
Como sabes lidar com cada sentimento,
Como tens sempre um conselho amigo,
Um colo, um abraço, um abrigo.
Como pode mãe, você não ser imortal?
Como pode caber em só um coração, um amor incondicional
sábado, 29 de setembro de 2012
Copo de vidro
Que despejei neste copo frio e sem vida
Copo cheio de memorias e lembranças
Que vos fez questão friamente de esquecer
Tento afogar-me neste mesmo copo
Para ver se volto a viver em uma época
De alegrias e sorrisos aparentemente eternos
Eternos somente em minha mente
Não cabe mais nenhuma gota de tristeza
Está cheio até o gargalo de hipocrisias
Que acreditei durante nosso bem querer
Em que dediquei inteiramente e vos
Tanto foi meu entregar a vos, que esqueci dos detalhes
Detalhes estes que fui enganado, como mero tolo
Entregar-se ao amor é esquecer que existe dor
E viver em um mundo paralelo a realidade
Mundo puro, verdadeiro e sem mentiras
Mas vos se esqueceu que neste mundo não cabe enganar
Não cabe esconder, só cabe mesmo amar
Mas cruelmente fui jogado ao mundo real
Despenquei da maior altura possível, dentro de um abismo
Abismo que parece não ter fim, é tanta a dor
Que terei que pegar um novo copo
Para encher novamente de lagrimas deste sofredor
Com um empurrão esperado, derrubei o copo no chão
Num enlaço magico, o vidro se quebrou
E copo virou pedaços e cacos e serem juntados
As lagrimas do pranto tornaram-se um poça
Parecia mais um riacho na minha imaginação, donde queria me jogar
Mergulhar sem querer voltar a superfície
Queria eu, achar no fundo deste riacho uma caverna
Um portal deverás, para nossos tempos de felicidade
Meu desespero por um resquício dessa felicidade erá tanto
Que perdia-me em devaneios a toda hora
Mas eram somente lagrimas agora
E nesta poça formada não poderia jogar-me por inteiro
Em muitas dessas horas de desespero
Queria não acreditar no que aconteceu
Não ter chorado tanto, a ponto de encher este copo
Queria ter dedicado-me menos, e vivido mais
Mas o que passou, passou, não volta
Até porque as lagrimas com o tempo evaporação
E vão em direção do céu, a procura de nuvens
Para depois caírem como gotas de chuvas, translucidas e cristalinas
Ah! Ah meu deus de trazerem alegria
Ajudar a semear novos amores em meu coração
Trazer alguns sorrisos para meu rosto
Pois como seu filho mereço viver novamente
Há esta hora da madrugada, só me resta
Juntar os cacos caídos ao chão
Me deixar cair em um sono dos deuses
E esperar o sol brilhar pela janela ao amanhecer
Vá melancolia, abitar em outros corpos
Decepções vão e vem
Não as esperados justamente de quem gostamos
Mas temos que aprender com isso
Aprender com o sofrimento é aprender a viver!
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Amor bandido
Há de parar para ver.
Esta comprovado,
É verificado,
Amor como nosso só uma vez na vida,
Amor como nosso,
Nessa vida não acho igual ou parecido,
Amor verdadeiro,
Amor puro,
Ás vezes amor bandido.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Não se vá meu amor.
Não me deixe só,
Por favor!
Tenho medo do escuro,
Tenho medo do mundo,
Tenho medo da opressão,
Meu medo não é amigo,
Tua presença é meu abrigo.
Sem você fico sozinho,
Pássaro fora do ninho,
Me tornando mais um menininho
Fora do lar.
Não se vá meu amor,
Da solidão tenho pavor,
Ainda sinto rancor
Dos amores que antes tive.
Mas agora te achei
E te peço, não me deixe sozinho
Pois; Tenho medo do escuro,
Tenho medo do mundo,
Tenho medo da opressão,
Tenho medo do homem,
Tenho medo que acabem com o meu ser,
Meu pior medo é não me saber
Se sem você serei eu mesmo.
E se acabarem comigo?
E se acabarem com a minha alma?
Para onde irei,
O que vou fazer,
O que vou pensar,
Melhor, o que vou sentir?
Não quero deixar
Nunca de te amar,
Por favor não me deixe,
Não saia do meu lado
Gosto de me sentir amado.
Se me deixares quem vou amar
Qual corpo doce meu corpo vai abraçar,
A que rainha vou exaltar,
Não me deixes meu amor,
Na noite fria, é vos fonte de calor,
Não me deixes, se não a rima não rimará,
Não cantará de dia o sabiá,
Não me deixes
Pois; Tenho medo do escuro,
Tenho medo do mundo,
Tenho medo da opressão,
Os homens me dão incerteza,
Não sei em quem posso confiar,
A sinceridade não faz parte de sua natureza,
Você meu bem,
Me protege deles,
Faz com que eu me sinta seguro também.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Velhice
Que com as rugas, venha também sabedoria
Para aproveitar ao máximo cada hora;
Também cada dia
Tomara que o bom senhor zele por mim,
E faça com que eu envelheça ao seu lado
Que faça o tempo passar e não deixe nosso amor parado
segunda-feira, 16 de julho de 2012
João
O que fazer se já não tens
O arroz e o feijão
Para comer.
O que fazer se a fome já devora teu corpo
E entristece teu coração.
E agora João?
Para onde ir,
Onde dormir,
O chão está gelado
Para teus meninos
Mas e agora João?
Tu mulher te deixou,
Tuas coisas ela levou,
Teus meninos já não tem o que fazer
Já vendeu seus brinquedos
Não tem mais o que vender.
As roupas já estão rasgadas
A alma desolada,
O corpo cansado,
Você mal amado,
E agora?
Água, não tem para beber,
Comida, não tem para comer
Nem fogo tens joão
Como vai tuas crias aquecer?
E agora joão, o que fazer?
As pessoas passam ao teu lado
Mas fingem não te ver.
A porta da vida está se fechando,
O tempo ta passando,
E a fome continua,
Teus filhos choram,
Por comida imploram,
Mas você nada pode fazer.
Inspirado no poema "José" de Carlos Drummond de Andrade.
João
E agora, joão?
O que fazer se já não tens
O arroz e o feijão
Para comer.
O que fazer se a fome já devora teu corpo
E entristece teu coração.
E agora João?
Para onde ir,
Onde dormir,
O chão está gelado
Para teus meninos
Mas e agora João?
Tu mulher te deixou,
Tuas coisas ela levou,
Teus meninos já não tem o que fazer
Já vendeu seus brinquedos
Não tem mais o que vender.
As roupas já estão rasgadas
A alma desolada,
O corpo cansado,
Você mal amado,
E agora?
Água, não tem para beber,
Comida, não tem para comer
Nem fogo tens joão
Como vai tuas crias aquecer?
E agora joão, o que fazer?
As pessoas passam ao teu lado
Mas fingem não te ver.
A porta da vida está se fechando,
O tempo ta passando,
E a fome continua,
Teus filhos choram,
Por comida imploram,
Mas você nada pode fazer.
sábado, 16 de junho de 2012
Poesia
Eu dissera que não passo de turbilhões eclodindo de alegria
Me chamaram de louco solitário, de inimigo da sociedade
Me chamam nas esquinas de farsante poeta
Que finge a dor que deverás sente
Mas que de repente, não mais que de repente
Já vi passar por mim uma enorme de uma serpente
Toda colorida, com talhos vermelhos
Outro azuis, outro da cor do sol
Quem irá ousar dizer que não vi?
Que não passa de um louca imaginação?
Mas o imaginário não nasce primeiro no coração,
Para depois chegar a cabeça
Ultrapassando e deixando para trás a sra. Razão,
Então que deixem me enfurnar nessa pasárgada
Que eu chamo de poesia.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Artimanha manhosa
Como teve coragem minha flor?
De cometer este ato
Tão louco e desnaturado
Ludibriado por tua suprema beleza,
Nunca imaginei que fosse essa tua natureza
Fizeste de mim teu ferrenho prisioneiro
Guardado a sete chaves e mil encantos maldosos
Era cercado tanto por inúmeras rezas
Quanto por armadilhas e encantos
E quando me pus em prantos
Teu corpo nem saiu da inércia do nada
Mas que alma turva esta tua,
Ficaste na minha frente cheia de amor
Ora dançando, outras nua
Mas que mente maquiavélica minha senhora
Artimanha manhosa esta tua meu amor
Como teve coragem minha flor?
De cometer este ato
Tão louco e desnaturado
Se pôs a pensar, se questionar
Sobre que mal fizeste a mim
Uma tortura sem fim
Mas faço questão de falar
"-Encantou-me
-Roubou-me
-Sequestrou-me
-Para dentro de ti"
Agora que faço com este amor?
Escrevo, recito, rimo com dor?
Não me ensinaste a viver sem ti
Estou preso por toda a eternidade
Estou desatinado para as prosas
Não faço mais nada
A não ser me cortar com os espinhos das rosas,
Quando procuro dentre todas, vosmecê
Estou louco, matuto, sem voz
Com medo de virar um homem feroz
Sem tua cantoria nas noites de lua cheia,
Vejo-me preso nessa invisível cadeia
Não vê essas rimas tão fracas, sem inspiração
Culpa tua, ou deste triste coração
Sofredor de uma mulher só
Que nem sequer se importou em transformá-lo em pó
Agora que faço com este amor?
Escrevo, recito, rimo com dor?
Não me ensinaste a viver sem ti
Estou preso por toda a eternidade
domingo, 10 de junho de 2012
Reflexo nas ondas do mar
Já calmo, depois do tormento
Me encontro alucinado ao teu reflexo
Não sabendo se é fruto da minha imaginação
Ou saudade devassa do pedaço de carne
Que chamam de coração
Logo após a volta da minha alma
Para dentro de meu corpo e pé no chão,
Lastimável devastação de saudade
Mas tua presença deverá é uma imensidão
Não sabendo se és alegria ou euforia
Ou quiça meramente alucinação ou fantasia
Certas vezes essas peripécias são para minha pessoa
Constante, ou ocasiões a toa
Imaginar-te nas águas calmas do mar,
Mexendo-se os formosos cabelos com as ondas
Mas sempre que tento te pegar acabas por naufragar
E perde-se por infinitos segundos, mas voltar para me atormentar
Sempre volto para as areias da praia
Com lembranças de nosso encontro neste lugar
Tuas miragens, ora nas ondas, ora nos lagos, ora no mar
Deixam meu espirito mais calmo
Sei que a saudade, tanto antes falada
Fica mais amena, mas nosso real encontro, ainda há de chegar
sábado, 9 de junho de 2012
Homem da rua
Sofrimento triste, de fazer chorar
De cair a mais forte armadura
Do homem que o vê
Passa seu tempo debaixo das lojas
Se cobre com o que tem
Mas dos males um bem
Gasta seu tempo eterno lendo
Amigo, seu melhor amigo
És os livros, revistas, a leitura
Fazes bem em acolher-te
E aquecer ao menos a alma com literatura
A vida é dura não?
Quantas oportunidades poderias aproveitar
Se alguém te oferecesse,
E se o homem conhecesse o verbo amar
Quisera eu ter o poder
De tirar os seres que escolhem a rua
Como lar, como residência
E não passarem a noite nu ou nua
Mas e agora homem?
Que fazes frente e isso,
O que farás com teu papel?
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Amar
Basta estar vivo,
Para amar
Não basta somente ser amado,
Necessita-se de um coração,
Muita, mas muita vontade
E persistência
Para muitas vezes
Aguentar a dor da saudade
Pede-se que o candidato a amado
Tenha muita paciência,
Calma e esteja disposto
A dedicar-se de corpo e alma
E que jamais perca a calma
Com a amada
Tem que entender
Que às vezes amor
É sinônimo de dor
Mas não se assuste
Amar tem mais prazeres
Que queixumes,
E faz um bem
Que meu bem
Não irá querer largar,
Não perder um sequer olhar
terça-feira, 5 de junho de 2012
Vida
Onde o que se vai, vai, mas deixa saudade
E saber aproveitar os momentos é somente questão de atitude
E lembra-los para sempre, é viver na eternidade.
domingo, 27 de maio de 2012
Recado
Porque se dela conseguires conquistar nobre coração
Terás de ser atento, cuidar com tanto zelo, mas tanto
Que viverás com a respiração dela, enquanto
Tua propria respiração servira tão e somente
Para aquercer-le o pescoço nos dias de frio
Jamais! Ouviu? Jamais a faça chorar
E se fizer que seja vos as lágrimas secar!
Que a ela nunca deixe faltar carinho
Até aconselho a levar-la para morar em seu ninho
Para todos dias verem a luz do dia juntos, lado a lado
Posto que ela ainda é flor entreaberta, só à espera do amado
Nos momentos em que estiver sem ela, seu lema será fidelidade
Para que depois não chores por tola saudade!
Se
Correndo de um lado ao outro, sorrindo e cantarolando,
Encantou-me tanto, deixou-me a seus pés implorando
-Pare que continue a dança!
Se nesta mesma noite, me deixara sozinho na cama
Me questionando... Se sim ou se não
Se me odeio ou me ama!
Eu ainda sim quis te ver feliz!
Se no dia seguinte despertei-me e não te vi
Meu olho chora, meu peito clama
- Por ti, Por ti!
Mas não vou viver na dúvida e indecisão
Esperando me responder
Se me ama, se me queres ou não!
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Quisera
Quisera eu poder adiar essa hora
Quisera eu não sentir tanta saudade
Quisera eu meu bem só contigo viver
Quisera eu com nosso amor aprender
Mas quisera eu só viver momentos de felicidade
terça-feira, 22 de maio de 2012
Seu Chico
Que eu mais sua filha fiquemos de namorico
Posto que nosso amor é celeste, divino
Concreto pela igreja e pelo badalo do sino
Bem se viu quem foi a igreja, que somos amados
Pois logo após o beijo, disse o padre: - Declaro-os casados!
Então se ficamos até tarde aos beijos, é nosso direito
Mas se pedes que dela fique longe: - Rejeito!
Sabes que passamos a infância a correr e brincar
E nos lagos da região já a vi nua nadar!
Sabes também que desde sempre ficamos juntos, eu e ela
E que sonhará com ela a noite, linda e bela
Ah! Me permita seu chico
Que eu mais sua filha fiquemos de namorico
Posto que nosso amor é celeste, divino
Concreto pela igreja e pelo badalo do sino
Por fim, o que peço não é de todo errado
É um pedido, um suplicio de um tolo apaixonado.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Pai
Sem tuas sabias palavras, eu distinga a mentira da verdade
Que o senhor desde cedo fez questão em me ensinar,
Que saiba eu escolher o certo do que é errado
Que saiba eu dar amor, com o fim de ser amado
Por todos que me cercam que não hei de duvidar
Perdoa-me pai! Perdoa-me se até hoje não lhe dei valor
Perdoa-me se já deixei faltar carinho ou palavras de amor
Ah!Ah meu amigo, talvez o maior e melhor amigo
Que tenho ou tive! Não o escolhi como tal
Mas com essa minha sorte, que sejas imortal
E não me deixes e estejas sempre comigo
Aonde estiver, se sentires uma presença será minha alma
Que acompanhara-te onde for, mas se sentires ainda sozinho, calma
Que vou para junto de você meu amigo!
Minhas rezas são em tua direção,
Peço para que acolham e cuidem de teu coração,
Coração que sempre foi meu lar, meu abrigo
Se hoje quando pensativo me perco em minhas lembranças
Lembranças nossas, padeço e choro, saudades de criança
Saudade daquele tempo, que me vias sorrir
Saudade tanta, aperta meu peito e até parece que vai se partir
domingo, 6 de maio de 2012
Doce sono
Teu rosto suave e virgem me fascina
Enquanto me perco nos devaneios,
Teu corpo descansa e sua boca suspira
Minha mente louca, ao ver-te ali delira
E meu ouvido se deita nos teus seios
Rezo e peço que sonhes comigo
Que teus sonhos faceiros sejam meu abrigo.
Parece que os anjos desceram do céu,
E as nuvens vieram junto
Embalando-te, formou-se um conjunto
De seres sagrados! - Tires teu véu!
Quisera eu, meramente eu, ser teu dono
E todas as noites ver-te no mais puro sono.
Que ritmo tomas a batida de teu coração?
Meu amor
[meu amor...
Que nas primeiras horas do dia
Eu ei de te encontrar, e me faça um favor
De na borda da janela linda me esperar
Solte tuas tranças
[meu amor...
Deixe os belos fios cobrirem teus seios que tanto adoro.
Deixe-me acompanhar o desabrochar da flor
Antes que chores de dor e se choras eu choro
Se passamos a tarde inteira a matear
[meu amor...
Espero que tarde da noite, eu me encontre em teu pensamento
E que teu doce cheiro de flor, entre pela janela com o vento
Mas que fique e não se desfaça com o sopro de calor
Se turbares a alma, a minha alma
[meu amor...
Terás toda paixão que tomara conta de mim
Que antes era morta ou vivia inerte e calma
Meu doce amor, doce cheiro de jasmim
Tardemos e entramos noite a dentro
[meu amor...
Com juras eternas de sempre se amar
Ei de fazer tuas juras as minhas, eu sonhador
Prometo sempre sonhar.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Maria
Coração
E por deus me obedeça,
Deixa de pensar nela e cresça!
- Pare já de sonhar
Não sonhes com ela
Deixe de esperar na janela!
A minha linda
você diz que ama
me olha nos olhos
e diz que sou seu
A minha linda
Seus sonhos
Se tornam os meus
Se no meio da rua
Agara-me a mão
E diz é a rainha
Do meu coração
A minha linda
Suas alegrias
se tornam as minhas
Se no meio da noite
Minhas pernas
Se perdem com as suas
Nós perdidos
Com o brilho da lua
A minha linda
volte pra cama, nua
Se quiseste eu
Fora convidado para contigo bailar
O salão há de ficar pequeno
Com nosso valsar
A minha linda
das luzes que já vi
Tua és a mais bela
Quente fogo de vela
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Donzela
Canto para meu amor
domingo, 8 de abril de 2012
Obrigado
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Eu
Bilhetinho
sábado, 31 de março de 2012
Té certa hora
sexta-feira, 30 de março de 2012
Dr.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Pedido escravo
terça-feira, 27 de março de 2012
Não sou
segunda-feira, 26 de março de 2012
Arroz com feijão
domingo, 25 de março de 2012
Debaixo da janela
domingo, 18 de março de 2012
Andando
sábado, 17 de março de 2012
Noite no prostíbulo
terça-feira, 13 de março de 2012
Beijo-te
segunda-feira, 12 de março de 2012
CASIMIRO DE ABREU
Eu tenho uns amores - quem é que os não tinha
Nos tempos antigos? - Amar não faz mal;
As almas que sentem paixão como a minha
Que digam, que falem em regra geral.
- A flor dos meus sonhos é moça e bonita
Qual flor entreaberta do dia ao raiar,
Mas onde ela mora, que casa ela habita,
Não quero, não posso, não devo contar!
Seu rosto é formoso, seu talhe elegante,
Seus lábios de rosa, a fala é de mel,
As tranças compridas, qual livre bacante,
O pé de criança, cintura de anel;
- Os olhos rasgados são cor das safiras
Serenos e puros, azuis como o mar;
Se falam sinceros, se pregam mentiras,
Não quero, não posso, não devo contar!
Oh! ontem no baile com ela valsando
Senti as delícias dos anjos do céu!
Na dança ligeira qual silfo voando
Caiu-lhe do rosto seu cândido véu!
- Que noite e que baile ! - Seu hálito virgem
Queimava-me as faces no louco valsar,
As falas sentidas que os olhos falavam
Não posso, não quero, não devo contar!
Depois indolente firmou-se em meu braço,
Fugimos das salas, do mundo talvez!
Inda era mais bela rendida ao cansaço
Morrendo de amores em tal languidez!
- Que noite e que festa! e que lânguido rosto
Banhado ao reflexo do branco luar!
A neve do colo e as ondas dos seios
Não quero, não posso, não devo contar!
A noite é sublime! - Tem longos queixumes,
Mistérios profundos que eu mesmo não sei:
Do mar os gemidos, do prado os perfumes,
De amor me mataram, de amor suspirei!
- Agora eu vos juro... Palavra! - não minto
Ouvi-a formosa também suspirar;
Os doces suspiros que os ecos ouviram
Não quero, não posso, não devo contar!
Então nesse instante nas águas do rio
Passava uma barca, e o bom remador
Cantava na flauta: - "Nas noites d'estio
O céu tem estrelas, o mar tem amor!" -
- E a voz maviosa do bom gondoleiro
Repete cantando: - "viver é amar!" -
Se os peitos respondem à voz do barqueiro...
Não quero, não posso, não devo contar!
Trememos de medo... a boca emudece
Mas sentem-se os pulos do meu coração!
Seu seio nevado de amor se intumesce...
E os lábios se tocam no ardor da paixão!
- Depois... mas já vejo que vós, meus senhores,
Com fina malícia quereis me enganar.
Aqui faço ponto; - segredos de amores
Não quero, não posso, não devo contar!
Casimiro de Abreu