sábado, 15 de dezembro de 2012

Meus votos

Eu prometo te amar,
Na saúde e na doença,
Na riqueza e na pobreza,
Até que a morte nos separe.
Eu prometo me apaixonar todos os dias,
Na tristeza e na alegria.
Eu prometo sempre segurar sua mão,
No medo ou na felicidade,
Na briga ou na amizade.
Eu prometo
Meu amor jamais te esquecer,
Enquanto fizer parte deste mundo,
Enquanto eu viver.
Eu prometo sempre pecar pelo excesso
Jamais pela falta.
Eu prometo me dedicar por inteiro,
Para fazer de nosso amor,
Um amor verdadeiro.
Eu também juro e prometo
Te honrar como minha mulher,
Te amar em todas as horas,
E sempre te respeitar
Aconteça o que acontecer!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Meus dezoito

Agora é tempo de gala
Hora de festejar minhas bodas
Viva! Viva! Meus dezoito anos chegaram,
Ah! O tempo passou, mas demorou tanto
Que já tinha perdido até o encanto,
E mamãe ainda dizia:
"- Calma meu filho o tempo passa rápido!"
Rápido? Que rápido o que,
Parecia que não ia chegar nunca.
Esperei tanto, sofri tanto,
Mas a liberdade não vinha,
Nem mesmo escutavam a opinião minha,
Parecia eu, mais um ser gastante
Do que um menino pensante
E papai ainda dizia:
"- Cresça e apareça"
Mas como se eu estive sempre ali;
Ali mesmo, na barra da saia de mamãe.
Mas enfim é tempo de comemoração,
Pois finalmente cheguei ao um ponto oito!
Melhor dizendo de-zoi-to!
Agora posso eu tirar carteira de motorista,
Posso trabalhar de manobrista,
Pois carteira de trabalho já posso ter
Acho também que aqui não vou mais viver
Vou é morar sozinho,
Ter meu próprio ninho ,
Vou ter meu próprio dinheiro
Vou ser homem por inteiro,
E ei de fazer o que quiser,
Porque sou maior de idade
Dos tempos de pequeno tenho não saudade!
.... Tempos depois;
Dinheiro tenho é nada,
Morar, ainda moro na casa dos pais,
Meu ninho, tenho sim: meu quarto,
E a carteira de motorista? - Ainda não veio.
Veio é nada,
Sou maior de idade,
Mas cade a tal da liberdade?
Nada mudou,
Tanto sonhei,
Que nada encontrei,
Só posso mesmo é votar!
Ah! amar, também posso não, amar
Diz meu pai que só se ama mesmo
Depois de velho, sabe não:
Cresci, apareci
E ninguém nota não,
Será que minha opinião não conta:
Ou será que preciso ser adulto para me verem aqui?

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Então

Então,
Se eu a amo,
Se ela me ama,
Porque então negar?
Porque então fingir?
Porque então esperar?
Se nem mesmo a morte espera,
Ela vem, sem recado, sem nem mesmo um aviso prévio
E tu ainda ousas ressabiar,
Que dúvida ainda tens?
Duvidas do meu amor,
Garanto que duvidas também da minha fidelidade,
Duvidas que a ti, só a ti serei atento,
Que tolice! És mulher de elogios e galanteios
És mulher confiante,
Mulher elegante,
Acreditas em mim!
Acreditas em meu amor!

Então,
Se eu te quero,
Se tu me queres,
Porque então foges?
Porque então te escondes?
Porque finges não querer?
Se a maior covardia dos homens
É matar seus próprios desejos, ou fingir não os ter
Duvidas ainda que não te quero?
Mas afirmo, querer quero é muito,
Que muitos beijos, abraços
Quero noites que não acabam com o amanhecer
Quero romance, sim quero romance
Quero ser ridículo amante,
Um tolo errante,
Doar-me por todo,
Escrever cartas ridículas de amor,
E há quem diga ser perda de tempo,
Não! Neste caso o que menos se tem é perda
E além, ganhasse tempo, ganhasse muito mais!

16 Tercetos de vida

Palpita em meu peito pulsante
Um amor elegante
De tempos atrás

Um amor tolo, um amor errante
Com planos mirabolantes
De roubar teu coração

Quando pequeno vi sua graça
Percebi neste mundo, que a vida passa
Mas que de você não ia esquecer

Foi encanto de criança
Em que atordoa a mente e o sonhos balança
Num campo florido

Quantas chuvas e dias ensolarados
Passei ao seu lado
E você do meu

Quando brincadeiras inocentes
Tivemos na infância e uma amizade crescente
Se instalava em nós

Desde então minha vida foi seu bem querer
Pois preciso de sua companhia para viver
E viver feliz em paz

Quantas e quantas vezes quis te esquecer
Tolo foste eu em não perceber
Que te amo, sem mas

E nas vezes que esteve longe, muito chorei
Mas quando perto ficava, de muito te amei
Amei sem restrição

Em indas e vindas, já confundi meu amor com amizade
Mas aos beijos e carinhos, encontrei a felicidade
Felicidade essa que nunca tinha tido

Vi tu menina, virar mulher
E vos nem suspeita sequer
Que ainda sou o mesmo menino

Entre as brigas e reconciliações atravessamos anos
Em minha mente já tive cruéis enganos
De que um dia nos separaríamos

No pranto já me afundei de tristeza
Com a dor da duvida, e a falta da certeza
Se me querias ou não

Houveram tempos ruins, de céu escuro
Em que recorremos ao baixo sussurro
No pé do ouvido de Deus

Eu te amei, e do amor fui prisioneiro
Me entreguei de corpo e alma, por inteiro
Somente a você

Hoje e sempre amarei tanto Marcela
Pois antes de nascer já era dela
Meu coração e meu amor.



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Mãe

Mãe a você dedico a mais singela homenagem
Com você aprendi a ter coragem
Coragem que o mundo exigiu de mim
Um muito obrigado as vezes não é suficiente,
Agradecer a você todo dia, não é exatamente
Um dever, mas sim uma obrigação

Mas obrigado por cada abraço sincero
As vezes mesmo sem querer, deve-se se severo
Para que uma criança saiba o que é certo
Espero que minhas simples palavras consigam descrever
Meu amor incondicional a você

Minha mãe, foste você a escolhida por Deus
Para secar cada lágrima que derramei
Porque quando chorei
Chorei de verdadeiramente, muitas vezes sem ter porque
Chorei de medo de lhe perder,
De não mostrar todos os dias, que vos é o meu viver

Perdoa-me por cada ofensa, por cada desaforo
Por cada palavra dita em vão,
Palavras ditas a barra da raiva,
Não devem ser levadas em consideração,
Pois não são de cunho verdadeiro,
Uma falácia deveras, pois sempre serei seu companheiro

A ti minha mãe, eternamente serei fiel
Pois como seu filho, acredito ser este meu papel
Papel que desempenharei com toda vibração,
Se preciso for darei tudo de mim
Para zelar e regar este amor sem fim,
Amor que dedico a você todo noite em minha oração

Por vezes tentei entender como adivinhas cada pensamento,
Como sabes lidar com cada sentimento,
Como tens sempre um conselho amigo,
Um colo, um abraço, um abrigo.
Como pode mãe, você não ser imortal?
Como pode caber em só um coração, um amor incondicional


sábado, 29 de setembro de 2012

Copo de vidro

Embebeço-me de lagrímas do pranto
Que despejei neste copo frio e sem vida
Copo cheio de memorias e lembranças
Que vos fez questão friamente de esquecer

Tento afogar-me neste mesmo copo
Para ver se volto a viver em uma época
De alegrias e sorrisos aparentemente eternos
Eternos somente em minha mente

Não cabe mais nenhuma gota de tristeza
Está  cheio até o gargalo de hipocrisias
Que acreditei durante nosso bem querer
Em que dediquei inteiramente e vos

Tanto foi meu entregar a vos, que esqueci dos detalhes
Detalhes estes que fui enganado, como mero tolo
Entregar-se ao amor é esquecer que existe dor
E viver em um mundo paralelo a realidade

Mundo puro, verdadeiro e sem mentiras
Mas vos se esqueceu que neste mundo não cabe enganar
Não cabe esconder, só cabe mesmo amar
Mas cruelmente fui jogado ao mundo real

Despenquei da maior altura possível, dentro de um abismo
Abismo que parece não ter fim, é tanta a dor
Que terei que pegar um novo copo
Para encher novamente de lagrimas deste sofredor

Com um empurrão esperado, derrubei o copo no chão
Num enlaço magico, o vidro se quebrou
E copo virou pedaços e cacos e serem juntados
As lagrimas do pranto tornaram-se um poça

Parecia mais um riacho na minha imaginação, donde queria me jogar
Mergulhar sem querer voltar a superfície
Queria eu, achar no fundo deste riacho uma caverna
Um portal deverás, para nossos tempos de felicidade

Meu desespero por um resquício dessa felicidade erá tanto
Que perdia-me em devaneios a toda hora
Mas eram somente lagrimas agora
E nesta poça formada não poderia jogar-me por inteiro

Em muitas dessas horas de desespero
Queria não acreditar no que aconteceu
Não ter chorado tanto, a ponto de encher este copo
Queria ter dedicado-me menos, e vivido mais

Mas o que passou, passou, não volta
Até porque as lagrimas com o tempo evaporação
E vão em direção do céu, a procura de nuvens
Para depois caírem como gotas de chuvas, translucidas e cristalinas

Ah! Ah meu deus de trazerem alegria
Ajudar a semear novos amores em meu coração
Trazer alguns sorrisos para meu rosto
Pois como seu filho mereço viver novamente

Há esta hora da madrugada, só me resta
Juntar os cacos caídos ao chão
Me deixar cair em um sono dos deuses
E esperar o sol brilhar pela janela ao amanhecer

Vá melancolia, abitar em outros corpos
Decepções vão e vem
Não as esperados justamente de quem gostamos
Mas temos que aprender com isso

Aprender com o sofrimento é aprender a viver!



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Amor bandido

Quem ainda não viu,
Há de parar para ver.
Esta comprovado,
É verificado,
Amor como nosso só uma vez na vida,
Amor como nosso,
Nessa vida não acho igual ou parecido,
Amor verdadeiro,
Amor puro,
Ás vezes amor bandido.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Não se vá meu amor.

Não vá meu amor,
Não me deixe só,
Por favor!
Tenho medo do escuro,
Tenho medo do mundo,
Tenho medo da opressão,
Meu medo não é amigo,
Tua presença é meu abrigo.
Sem você fico sozinho,
Pássaro fora do ninho,
Me tornando mais um menininho
Fora do lar.

Não se vá meu amor,
Da solidão tenho pavor,
Ainda sinto rancor
Dos amores que antes tive.
Mas agora te achei
E te peço, não me deixe sozinho
Pois; Tenho medo do escuro,
Tenho medo do mundo,
Tenho medo da opressão,
Tenho medo do homem,
Tenho medo que acabem com o meu ser,
Meu pior medo é não me saber
Se sem você serei eu mesmo.

E se acabarem comigo?
E se acabarem com a minha alma?
Para onde irei,
O que vou fazer,
O que vou pensar,
Melhor, o que vou sentir?
Não quero deixar
Nunca de te amar,
Por favor não me deixe,
Não saia do meu lado
Gosto de me sentir amado.

Se me deixares quem vou amar
Qual corpo doce meu corpo vai abraçar,
A que rainha vou exaltar,
Não me deixes meu amor,
Na noite fria, é vos fonte de calor,
Não me deixes, se não a rima não rimará,
Não cantará de dia o sabiá,
Não me deixes
Pois; Tenho medo do escuro,
Tenho medo do mundo,
Tenho medo da opressão,
Os homens me dão incerteza,
Não sei em quem posso confiar,
A sinceridade não faz parte de sua natureza,
Você meu bem,
Me protege deles,
Faz com que eu me sinta seguro também.


terça-feira, 17 de julho de 2012

Velhice

Com entusiasmo sento frente a porta
Como quem sabe o convidado que espera,
Esperando-te com a porta entreaberta 
Sentido as brisas e olhando as flores da primavera

Que chegue rápido e não me faça esperar
Pois o tempo passa sem ter dó, nem penar
A juventude se vai, sem jamais voltar

Que o tempo passe e a velhice chegue,
Que com as rugas, venha também sabedoria
Para aproveitar ao máximo cada hora;
Também cada dia

Tomara que o bom senhor zele por mim,
E faça com que eu envelheça ao seu lado
Que faça o tempo passar e não deixe nosso amor parado

segunda-feira, 16 de julho de 2012

João

E agora, joão?
O que fazer se já não tens
O arroz e o feijão
Para comer.
O que fazer se a fome já devora teu corpo
E entristece teu coração.


E agora João?
Para onde ir,
Onde dormir,
O chão está gelado
Para teus meninos


Mas e agora João?
Tu mulher te deixou,
Tuas coisas ela levou,
Teus meninos já não tem o que fazer
Já vendeu seus brinquedos
Não tem mais o que vender.


As roupas já estão rasgadas
A alma desolada,
O corpo cansado,
Você mal amado,
E agora?
Água, não tem para beber,
Comida, não tem para comer
Nem fogo tens joão
Como vai tuas crias aquecer?


E agora joão, o que fazer?
As pessoas passam ao teu lado
Mas fingem não te ver.


A porta da vida está se fechando,
O tempo ta passando,
E a fome continua,
Teus filhos choram,
Por comida imploram,
Mas você nada pode fazer.

Inspirado no poema "José" de Carlos Drummond de Andrade.

João


E agora, joão?
O que fazer se já não tens
O arroz e o feijão
Para comer.
O que fazer se a fome já devora teu corpo
E entristece teu coração.

E agora João?
Para onde ir,
Onde dormir,
O chão está gelado
Para teus meninos

Mas e agora João?
Tu mulher te deixou,
Tuas coisas ela levou,
Teus meninos já não tem o que fazer
Já vendeu seus brinquedos
Não tem mais o que vender.

As roupas já estão rasgadas
A alma desolada,
O corpo cansado,
Você mal amado,
E agora?
Água, não tem para beber,
Comida, não tem para comer
Nem fogo tens joão
Como vai tuas crias aquecer?

E agora joão, o que fazer?
As pessoas passam ao teu lado
Mas fingem não te ver.

A porta da vida está se fechando,
O tempo ta passando,
E a fome continua,
Teus filhos choram,
Por comida imploram,
Mas você nada pode fazer.

sábado, 16 de junho de 2012

Poesia

Seu Carlos me disse que eu era um caso de poesia
Eu dissera que não passo de turbilhões eclodindo de alegria
Me chamaram de louco solitário, de inimigo da sociedade
Me chamam nas esquinas de farsante poeta
Que finge a dor que deverás sente
Mas que de repente, não mais que de repente
Já vi passar por mim uma enorme de uma serpente
Toda colorida, com talhos vermelhos
Outro azuis, outro da cor do sol
Quem irá ousar dizer que não vi?
Que não passa de um louca imaginação?
Mas o imaginário não nasce primeiro no coração,
Para depois chegar a cabeça
Ultrapassando e deixando para trás a sra. Razão,
Então que deixem me enfurnar nessa pasárgada
Que eu chamo de poesia.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Artimanha manhosa

Artimanha manhosa esta tua meu amor
Como teve coragem minha flor?
De cometer este ato
Tão louco e desnaturado

Ludibriado por tua suprema beleza,
Nunca imaginei que fosse essa tua natureza
Fizeste de mim teu ferrenho prisioneiro
Guardado a sete chaves e mil encantos maldosos

Era cercado tanto por inúmeras rezas
Quanto por armadilhas e encantos
E quando me pus em prantos
Teu corpo nem saiu da inércia do nada

Mas que alma turva esta tua,
Ficaste na minha frente cheia de amor
Ora dançando, outras nua
Mas que mente maquiavélica minha senhora


Artimanha manhosa esta tua meu amor
Como teve coragem minha flor?
De cometer este ato
Tão louco e desnaturado


Se pôs a pensar, se questionar
Sobre que mal fizeste a mim
Uma tortura sem fim
Mas faço questão de falar

"-Encantou-me
-Roubou-me
-Sequestrou-me
-Para dentro de ti"

Agora que faço com este amor?
Escrevo, recito, rimo com dor?
Não me ensinaste a viver sem ti
Estou preso por toda a eternidade

Estou desatinado para as prosas
Não faço mais nada
A não ser me cortar com os espinhos das rosas,
Quando procuro dentre todas, vosmecê

Estou louco, matuto, sem voz
Com medo de virar um homem feroz
Sem tua cantoria nas noites de lua cheia,
Vejo-me preso nessa invisível cadeia

Não vê essas rimas tão fracas, sem inspiração
Culpa tua, ou deste triste coração
Sofredor de uma mulher só
Que nem sequer se importou em transformá-lo em pó


Agora que faço com este amor?
Escrevo, recito, rimo com dor?
Não me ensinaste a viver sem ti
Estou preso por toda a eternidade




domingo, 10 de junho de 2012

Reflexo nas ondas do mar

Perdi-me no devaneios frente ao mar
Já calmo, depois do tormento
Me encontro alucinado ao teu reflexo
Não sabendo se é fruto da minha imaginação
Ou saudade devassa do pedaço de carne
Que chamam de coração

Logo após a volta da minha alma
Para dentro de meu corpo e pé no chão,
Lastimável devastação de saudade
Mas tua presença deverá é uma imensidão
Não sabendo se és alegria ou euforia
Ou quiça meramente alucinação ou fantasia

Certas vezes essas peripécias são para minha pessoa
Constante, ou ocasiões a toa
Imaginar-te nas águas calmas do mar,
Mexendo-se os formosos cabelos com as ondas
Mas sempre que tento te pegar acabas por naufragar
E perde-se por infinitos segundos, mas voltar para me atormentar

Sempre volto para as areias da praia
Com lembranças de nosso encontro neste lugar
Tuas miragens, ora nas ondas, ora nos lagos, ora no mar
Deixam meu espirito mais calmo
Sei que a saudade, tanto antes falada
Fica mais amena, mas nosso real encontro, ainda há de chegar




sábado, 9 de junho de 2012

Homem da rua

O ser pega o frio da rua
Sofrimento triste, de fazer chorar
De cair a mais forte armadura
Do homem que o vê

Passa seu tempo debaixo das lojas
Se cobre com o que tem
Mas dos males um bem
Gasta seu tempo eterno lendo

Amigo, seu melhor amigo
És os livros, revistas, a leitura
Fazes bem em acolher-te
E aquecer ao menos a alma com literatura

A vida é dura não?
Quantas oportunidades poderias aproveitar
Se alguém te oferecesse,
E se o homem conhecesse o verbo amar

Quisera eu ter o poder
De tirar os seres que escolhem a rua
Como lar, como residência
E não passarem a noite nu ou nua

Mas e agora homem?
Que fazes frente e isso,
O que farás com teu papel?

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Amar

Se para morrer
Basta estar vivo,
Para amar
Não basta somente ser amado,
Necessita-se de um coração,
Muita, mas muita vontade
E persistência
Para muitas vezes
Aguentar a dor da saudade

Pede-se que o candidato a amado
Tenha muita paciência,
Calma e esteja disposto
A dedicar-se de corpo e alma
E que jamais perca a calma
Com a amada

Tem que entender
Que às vezes amor
É sinônimo de dor

Mas não se assuste
Amar tem mais prazeres
Que queixumes,
E faz um bem
Que meu bem
Não irá querer largar,
Não perder um sequer olhar



terça-feira, 5 de junho de 2012

Vida

Vivo em um mundo, onde todas as coisas tem finitude
Onde o que se vai, vai, mas deixa saudade
E saber aproveitar os momentos é somente questão de atitude
E lembra-los para sempre, é viver na eternidade.

domingo, 27 de maio de 2012

Recado

Cuide bem dela seu moço! E atenção
Porque se dela conseguires conquistar nobre coração
Terás de ser atento, cuidar com tanto zelo, mas tanto
Que viverás com a respiração dela, enquanto
Tua propria respiração servira tão e somente
Para aquercer-le o pescoço nos dias de frio

Jamais! Ouviu? Jamais a faça chorar
E se fizer que seja vos as lágrimas secar!
Que a ela nunca deixe faltar carinho
Até aconselho a levar-la para morar em seu ninho
Para todos dias verem a luz do dia juntos, lado a lado
Posto que ela ainda é flor entreaberta, só à espera do amado

Nos momentos em que estiver sem ela, seu lema será fidelidade
Para que depois não chores por tola saudade!




Se

Se pelas notas tocadas pelo pianista, você fez-se criança
Correndo de um lado ao outro, sorrindo e cantarolando,
Encantou-me tanto, deixou-me a seus pés implorando
-Pare que continue a dança!

Se nesta mesma noite, me deixara sozinho na cama
Me questionando... Se sim ou se não
Se me odeio ou me ama!
Eu ainda sim quis te ver feliz!

Se no dia seguinte despertei-me e não te vi
Meu olho chora, meu peito clama
- Por ti, Por ti!

Mas não vou viver na dúvida e indecisão
Esperando me responder
Se me ama, se me queres ou não!




quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quisera

Quisera eu que não fosses embora
Quisera eu poder adiar essa hora
Quisera eu não sentir tanta saudade
Quisera eu meu bem só contigo viver
Quisera eu com nosso amor aprender
Mas quisera eu só viver momentos de felicidade

terça-feira, 22 de maio de 2012

Seu Chico

Ah! Me permita seu chico
Que eu mais sua filha fiquemos de namorico
Posto que nosso amor é celeste, divino
Concreto pela igreja e pelo badalo do sino

Bem se viu quem foi a igreja, que somos amados
Pois logo após o beijo, disse o padre: - Declaro-os casados!
Então se ficamos até tarde aos beijos, é nosso direito
Mas se pedes que dela fique longe: - Rejeito!

Sabes que passamos a infância a correr e brincar
E nos lagos da região já a vi nua nadar!
Sabes também que desde sempre ficamos juntos, eu e ela
E que sonhará com ela a noite, linda e bela


Ah! Me permita seu chico
Que eu mais sua filha fiquemos de namorico
Posto que nosso amor é celeste, divino
Concreto pela igreja e pelo badalo do sino


Por fim, o que peço não é de todo errado
É um pedido, um suplicio de um tolo apaixonado.




terça-feira, 8 de maio de 2012

Pai

Pai, que nesta hora difícil que impera a saudade
Sem tuas sabias palavras, eu distinga a mentira da verdade
Que o senhor desde cedo fez questão em me ensinar,
Que saiba eu escolher o certo do que é errado
Que saiba eu dar amor, com o fim de ser amado
Por todos que me cercam que não hei de duvidar

Perdoa-me pai! Perdoa-me se até hoje não lhe dei valor
Perdoa-me se já deixei faltar carinho ou palavras de amor
Ah!Ah meu amigo, talvez o maior e melhor amigo
Que tenho ou tive! Não o escolhi como tal
Mas com essa minha sorte, que sejas imortal
E não me deixes e estejas sempre comigo

Aonde estiver, se sentires uma presença será minha alma
Que acompanhara-te onde for, mas se sentires ainda sozinho, calma
Que vou para junto de você meu amigo!
Minhas rezas são em tua direção,
Peço para que acolham e cuidem de teu coração,
Coração que sempre foi meu lar, meu abrigo

Se hoje quando pensativo me perco em minhas lembranças
Lembranças nossas, padeço e choro, saudades de criança
Saudade daquele tempo, que me vias sorrir
Saudade tanta, aperta meu peito e até parece que vai se partir

domingo, 6 de maio de 2012

Doce sono

Quando tu dormes minha menina
Teu rosto suave e virgem me fascina
Enquanto me perco nos devaneios,
Teu corpo descansa e sua boca suspira
Minha mente louca, ao ver-te ali delira
E meu ouvido se deita nos teus seios

Rezo e peço que sonhes comigo
Que teus sonhos faceiros sejam meu abrigo.
Parece que os anjos desceram do céu,
E as nuvens vieram junto
Embalando-te, formou-se um conjunto
De seres sagrados! - Tires teu véu!

Quisera eu, meramente eu, ser teu dono
E todas as noites ver-te no mais puro sono.
Que ritmo tomas a batida de teu coração?

Meu amor

Espere minha prenda,
                                [meu amor...
Que nas primeiras horas do dia
Eu ei de te encontrar, e me faça um favor
De na borda da janela linda me esperar

Solte tuas tranças
                          [meu amor...
Deixe os belos fios cobrirem teus seios que tanto adoro.
Deixe-me acompanhar o desabrochar da flor
Antes que chores de dor e se choras eu choro

Se passamos a tarde inteira a matear
                                                     [meu amor...
Espero que tarde da noite, eu me encontre em teu pensamento
E que teu doce cheiro de flor, entre pela janela com o vento
Mas que fique e não se desfaça com o sopro de calor

Se turbares a alma, a minha alma
                                                [meu amor...
Terás toda paixão que tomara conta de mim
Que antes era morta ou vivia inerte e calma
Meu doce amor, doce cheiro de jasmim          

Tardemos e entramos noite a dentro
                                                      [meu amor...
Com juras eternas de sempre se amar
Ei de fazer tuas juras as minhas, eu sonhador
Prometo sempre sonhar.











quarta-feira, 25 de abril de 2012

Maria

-A maria 
sorria,
A maria
abria,
A maria
entendia,
Que nosso amor
Era só alegria!

-A maria
canta,
A maria
dança,
A maria
encanta
minha noite, meu luar
depois
do lindo 
valsar...

A maria
Mais doce
de todas
As marias 
Só sabes amar
Só sabes cantar
Só sabes valsar
Mas tem o dom
De me irritar

-Irrita-me os olhos!
-Irrita-me de amor!
-Irrita-me o peito!
-Irrita-me a dor!





Coração

- Eu sou seu dono,
E por deus me obedeça,
Deixa de pensar nela e cresça!

- Pare já de sonhar
Não sonhes com ela
Deixe de esperar na janela!



A minha linda

Se no meio da transa
você diz que ama
me olha nos olhos
e diz que sou seu
A minha linda
Seus sonhos
Se tornam os meus

Se no meio da rua
Agara-me a mão
E diz é a rainha
Do meu coração
A minha linda
Suas alegrias
se tornam as minhas

Se no meio da noite
Minhas pernas
Se perdem com as suas
Nós perdidos
Com o brilho da lua
A minha linda
volte pra cama, nua

Se quiseste eu
Fora convidado para contigo bailar
O salão há de ficar pequeno
Com nosso valsar
A minha linda
das luzes que já vi
Tua és a mais bela
Quente fogo de vela




segunda-feira, 16 de abril de 2012

Donzela

Que digam que sou diferente
Que não faço parte da regra geral
Mas com as donzelas sou muito legal
Pois tenho respeito e não sou indiferente

Trato donzelas e moçoilas como rainhas,
Escuto seus queixumes e dores de amores
Rosas do meu jardim, são rosas minhas
Estou aqui, minhas alegres flores

Que digam que sou diferente
Que não faço parte da regra geral
Sejam minhas comadres ou sejamos um casal
Sempre as tratarei bem realmente

Te agredir, Oh jamais irei
Machucar-te, jamais minha flor
Se te trato como rainha, me trates como rei
Como rei que reina no amor


Canto para meu amor

De tão belas que és
Pensei que não fosses real,
Parecida ou melhor, a ti não acho igual

Se padeço a tua janela
Esperando meu bem descer,
É porque tenho planos de no meu coração te prender

Meu peito entreaberto entristece ao ver,
Ah marcelinha, que choras calada
Por dores e magoas antes passadas

Teu corpo que chamas por mim,
Com tua pele lisa, feito pétalas de rosas
Tapa meus olhos, com tuas mãos formosas

Mesmo que indo e vindo
Meu sorriso, sempre te espera sorrindo


domingo, 8 de abril de 2012

Obrigado

Obrigado meu amor, por trazer a vida
Ao meu encontro, por me dares sentido
O que não fazia sentido, e lhe apelido
De meu bem, meu querer, melhor amiga

Dos sonhos que tive com meu primeiro amor
Passaste por longe das expectativas, obrigado
Meu choro é de felicidade, meu peito antes apertado
Hoje vive feliz aberto, e sorridente sem dor

Antes de vos conhecer, não era quase nada
Alguém feito de queixumes e sofrimento
-Na vida, não é nada!
- O que me tornou melhor foi seu sentimento!

Sua vinda me trouxe um grande tormento
Mas que tormento bom, de euforia e alegria
Perto de você, meus pelos sem querer arrepia.
Meu muito obrigado es pouco, cruel julgamento!

"- Eu juro sobre estas tranças
E pelas chamas que lanças,
Desses teus olhos divinos,
Eu juro, minha inocente,
Embalar-te docemente
Ao som dos mais ternos hinos!"

Se meu obrigado, se meu juramento eterno
A ti fizeram efeito, venha comigo
Me encha de amor, e carinho materno
Pois foste eu pela vida, teu melhor amigo


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Eu

- Eu
como
artista
que sou,
a dor
que o tempo
levou,
mas
pouca
inspiração
ainda
me sobrou!
Me d'esfaço,
das tristezas
da vida,
de agora
vivo de alegrias!

Bilhetinho

- Quando fomos de verdade
Te digo que existia sim,
Tanta, mas tanta saudade
De que você, estivesse perto de mim!

sábado, 31 de março de 2012

Té certa hora

Se o amor de minha vida,
Té certa hora não voltar,
Direi a Deus:
-Não estou pronto para amar!




sexta-feira, 30 de março de 2012

Dr.

- Não trates meu amor como doutor,
Nem como mestre,
Trate como paixão,
Volátil e sagaz,
E que como um ladrão
Na calada roubei seu coração!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Pedido escravo

- Oh mio sinhozin perdão,
Se os calos de minha mão
Impedem meu trabalho!
- Perdoa-me, por favor!
- Não me castigue, pelo amor,
pelo amor, que deus te deu!
(Ou, quiça não tenha dado)
- Não me matas, ora sou amado
pela negrinha que está a minha espera.
- Te suplico e te imploro pela vida
que tu não tens direito de me tirar,
que a mim, pelo trabalho é merecida.



terça-feira, 27 de março de 2012

Não sou

Não sou politico,
Muito menos bandido,
Sou mesmo é vivido,
Bem mais amado.

Muito respeito comigo
Meu caro senhor!
Não, não levo perigo,
Mas também não sou pastor.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Menina

Ela vem
Toda-toda,
Com gingado,
E balança
A cintura,
A menina
Que dança
E encanta
Parece
Criança.

Arroz com feijão

Do meu arroz
Es tu o feijão
De meu corpo
Es teu meu coração
da minha goiabada
Oh você é o queijo
Do meu sonho
Vosmecê o beijo.

*Brincadeirinha para marcela

domingo, 25 de março de 2012

Debaixo da janela

No ritmo acelerado,
Com o toque mais ousado,
Cantareis a ti, uma canção;

-Sei que a ti eu amo,
Sem mais nem menos
Vou na janela e te chamo
De menina manhosa,
Danada e dengosa!

- Roubaste meu coração
E cá venho com uma canção
Dedicada a vos, me entregar.
E na minha oração
Ao papai do céu, pedirei perdão.

- E se meramente atender meu pedido
De relevar que na infância foste eu
Um tremendo menino bandido,
Mais além meu caro, menino levado
Mas que na prosa ainda sou afiado.
Poderei ser teu marido, minha flor!

-Após passar por todas provas de dor,
Sobrevivi, e diante de ti cá estou de joelho
Para pedir sua mão, e que feito espelho
Reflita de você a mim, meu amor.

- Digo-te que nosso amor não definha
Nem mesmo se altera,
E que no coração impera,
O talento de adivinha.





domingo, 18 de março de 2012

Andando

Andando
De noite
Encontrei,
Menina
Dos sonhos
Achei.
Dama,
Rainha:
- Sou rei.

Gritei,
dancei,
valsei.
No olhar,
Minha dama
Que cantas,
A beleza
Do negro
Que ama,
espantas
de mim
o medo.

No cintilar,
de nosso altar:
- menina,
moça,
do lar,
Despertou
em mim
O desejo,
Nas entranhas
da boca
um beijo.





sábado, 17 de março de 2012

Noite no prostíbulo

Cheguei no prostíbulo e logo disse
-Ei você vadia, me deixe nu, totalmente nu
E ela me olho e riu, ah vadia, se eu sorrisse
Para você - quero ficar na sua frente cru
Como o senhor me trouxe ao mundo.
Talvez ela pense na minha história
Como cá vim eu parar, sujo e imundo
Fim de carreira, sem era nem beira, oh glória.

Chegamos a ponto, de na cama só se olhar
Talvez por timidez, não quis me entregar
Aliás era ela moça carente, mas moça bonita
Sem te medo, sem ter para onde ir, mas que hoje habita
Meu coração. - Fui pego pela cortesã
Temo que meus pecados agora irei pagar
Fui pego pelo seu sorriso, seu cheiro de maçã
Não me intimido de gritar, que nessa noite vou amar

Na calada da noite, no quartinho daquele hotel
A vadia me deixou louco, mas que puta
E no cantinho da cama, escrevi num papel
A história do poeta que gemidos escuta
Porém, confusa estória que vos lhe conto
De uma noite sombrosa e misteriosa
Da qual nem no pior melhor sonho, aponto
Que no profundo da alma, ouvi a prosa

Ouvi rumores de meu coração, que esta noite
Ele ia se apaixonar, e o resto do corpo deu sinal
- Seus cretinos, respeitem minha vontade. Açoite
Para meu corpo castigar - mas que belo casal
Formaríamos talvez numa outra vida.
Sem qualquer resquício de pudor
Me entreguei a ela, sem querer despedida
Para preencher o vazio, o excesso de dor.

No ultimo ato, no ápice do cansaço
Fizemos mais uma vez, entregues ao desejo
Sem ter força para agarrar, somente o abraço
Deu força para chegar no fadigado beijo.
E sem percebermos, o amanhecer chegou.
Mil contos de réis, foram o que bancaram
Minha única noite de amor, e se calaram
Os gritos dentro de mim; E ao sair, vou repetir:

- Insisto, mesmo que cedo pareça
O amor por você, não ei de esquecer
Sem eu ceder a sua doçura, quero que conheça
O interno deste corpo, após morrermos de prazer.












terça-feira, 13 de março de 2012

Beijo-te

Beijo-te minha querida
Posto que teu corpo e beleza
São os sabores de minha vida

Graça morena, bandida
Não me tratas com frieza
Que afogo-me na bebida

Não me abras uma ferida
No peito que só suplica
Teu amor, vens me enche de vida

E te chamo na avenida
De meu bem, meu querer
E digo-te que não aceito despedida

Se de por vencida
E cá venha, minha dama
Não se faz de perdida

Perca da razão, a medida
Com o parecer de quem ama
Venha pra mim, minha dama







segunda-feira, 12 de março de 2012

CASIMIRO DE ABREU

Eu tenho uns amores - quem é que os não tinha
Nos tempos antigos? - Amar não faz mal;
As almas que sentem paixão como a minha
Que digam, que falem em regra geral.
- A flor dos meus sonhos é moça e bonita
Qual flor entreaberta do dia ao raiar,
Mas onde ela mora, que casa ela habita,
Não quero, não posso, não devo contar!

Seu rosto é formoso, seu talhe elegante,
Seus lábios de rosa, a fala é de mel,
As tranças compridas, qual livre bacante,
O pé de criança, cintura de anel;
- Os olhos rasgados são cor das safiras
Serenos e puros, azuis como o mar;
Se falam sinceros, se pregam mentiras,
Não quero, não posso, não devo contar!

Oh! ontem no baile com ela valsando
Senti as delícias dos anjos do céu!
Na dança ligeira qual silfo voando
Caiu-lhe do rosto seu cândido véu!
- Que noite e que baile ! - Seu hálito virgem
Queimava-me as faces no louco valsar,
As falas sentidas que os olhos falavam
Não posso, não quero, não devo contar!

Depois indolente firmou-se em meu braço,
Fugimos das salas, do mundo talvez!
Inda era mais bela rendida ao cansaço
Morrendo de amores em tal languidez!
- Que noite e que festa! e que lânguido rosto
Banhado ao reflexo do branco luar!
A neve do colo e as ondas dos seios
Não quero, não posso, não devo contar!

A noite é sublime! - Tem longos queixumes,
Mistérios profundos que eu mesmo não sei:
Do mar os gemidos, do prado os perfumes,
De amor me mataram, de amor suspirei!
- Agora eu vos juro... Palavra! - não minto
Ouvi-a formosa também suspirar;
Os doces suspiros que os ecos ouviram
Não quero, não posso, não devo contar!

Então nesse instante nas águas do rio
Passava uma barca, e o bom remador
Cantava na flauta: - "Nas noites d'estio
O céu tem estrelas, o mar tem amor!" -
- E a voz maviosa do bom gondoleiro
Repete cantando: - "viver é amar!" -
Se os peitos respondem à voz do barqueiro...
Não quero, não posso, não devo contar!

Trememos de medo... a boca emudece
Mas sentem-se os pulos do meu coração!
Seu seio nevado de amor se intumesce...
E os lábios se tocam no ardor da paixão!
- Depois... mas já vejo que vós, meus senhores,
Com fina malícia quereis me enganar.
Aqui faço ponto; - segredos de amores
Não quero, não posso, não devo contar!


Casimiro de Abreu

sexta-feira, 9 de março de 2012

Amor Próprio

Minha senhora
Não poderás amar a ninguém
Sem antes te amar
Nem que mais bela pareça
E mesmo que cedo padeça
Mesmo que sinta o suplicio
Nos saberemos que ainda há vestígio
Da falta de amor próprio




quarta-feira, 7 de março de 2012

Anoitecer

O negro está tomando conta
Oh meu senhor, o claro saiu de cena
E as lembranças vão saindo, que pena

Há boatos que o sol virá novamente
E que venha a apagar a noite
Com um nascer laranja ardente

Venha noite, não te acanhas
Venhas de devagar, sem manha
Cá entre nos, você é linda

Tenho um amor bandido
Por aquela que mora em vos
Sua filha, a lua

Fora comovido
E quando fiquei a sós
Pensei nela, nua