Posto que teu corpo e beleza
São os sabores de minha vida
Graça morena, bandida
Não me tratas com frieza
Que afogo-me na bebida
Não me abras uma ferida
No peito que só suplica
Teu amor, vens me enche de vida
E te chamo na avenida
De meu bem, meu querer
E digo-te que não aceito despedida
Se de por vencida
E cá venha, minha dama
Não se faz de perdida
Perca da razão, a medida
Com o parecer de quem ama
Venha pra mim, minha dama
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