terça-feira, 17 de julho de 2012

Velhice

Com entusiasmo sento frente a porta
Como quem sabe o convidado que espera,
Esperando-te com a porta entreaberta 
Sentido as brisas e olhando as flores da primavera

Que chegue rápido e não me faça esperar
Pois o tempo passa sem ter dó, nem penar
A juventude se vai, sem jamais voltar

Que o tempo passe e a velhice chegue,
Que com as rugas, venha também sabedoria
Para aproveitar ao máximo cada hora;
Também cada dia

Tomara que o bom senhor zele por mim,
E faça com que eu envelheça ao seu lado
Que faça o tempo passar e não deixe nosso amor parado

segunda-feira, 16 de julho de 2012

João

E agora, joão?
O que fazer se já não tens
O arroz e o feijão
Para comer.
O que fazer se a fome já devora teu corpo
E entristece teu coração.


E agora João?
Para onde ir,
Onde dormir,
O chão está gelado
Para teus meninos


Mas e agora João?
Tu mulher te deixou,
Tuas coisas ela levou,
Teus meninos já não tem o que fazer
Já vendeu seus brinquedos
Não tem mais o que vender.


As roupas já estão rasgadas
A alma desolada,
O corpo cansado,
Você mal amado,
E agora?
Água, não tem para beber,
Comida, não tem para comer
Nem fogo tens joão
Como vai tuas crias aquecer?


E agora joão, o que fazer?
As pessoas passam ao teu lado
Mas fingem não te ver.


A porta da vida está se fechando,
O tempo ta passando,
E a fome continua,
Teus filhos choram,
Por comida imploram,
Mas você nada pode fazer.

Inspirado no poema "José" de Carlos Drummond de Andrade.

João


E agora, joão?
O que fazer se já não tens
O arroz e o feijão
Para comer.
O que fazer se a fome já devora teu corpo
E entristece teu coração.

E agora João?
Para onde ir,
Onde dormir,
O chão está gelado
Para teus meninos

Mas e agora João?
Tu mulher te deixou,
Tuas coisas ela levou,
Teus meninos já não tem o que fazer
Já vendeu seus brinquedos
Não tem mais o que vender.

As roupas já estão rasgadas
A alma desolada,
O corpo cansado,
Você mal amado,
E agora?
Água, não tem para beber,
Comida, não tem para comer
Nem fogo tens joão
Como vai tuas crias aquecer?

E agora joão, o que fazer?
As pessoas passam ao teu lado
Mas fingem não te ver.

A porta da vida está se fechando,
O tempo ta passando,
E a fome continua,
Teus filhos choram,
Por comida imploram,
Mas você nada pode fazer.