segunda-feira, 11 de junho de 2012

Artimanha manhosa

Artimanha manhosa esta tua meu amor
Como teve coragem minha flor?
De cometer este ato
Tão louco e desnaturado

Ludibriado por tua suprema beleza,
Nunca imaginei que fosse essa tua natureza
Fizeste de mim teu ferrenho prisioneiro
Guardado a sete chaves e mil encantos maldosos

Era cercado tanto por inúmeras rezas
Quanto por armadilhas e encantos
E quando me pus em prantos
Teu corpo nem saiu da inércia do nada

Mas que alma turva esta tua,
Ficaste na minha frente cheia de amor
Ora dançando, outras nua
Mas que mente maquiavélica minha senhora


Artimanha manhosa esta tua meu amor
Como teve coragem minha flor?
De cometer este ato
Tão louco e desnaturado


Se pôs a pensar, se questionar
Sobre que mal fizeste a mim
Uma tortura sem fim
Mas faço questão de falar

"-Encantou-me
-Roubou-me
-Sequestrou-me
-Para dentro de ti"

Agora que faço com este amor?
Escrevo, recito, rimo com dor?
Não me ensinaste a viver sem ti
Estou preso por toda a eternidade

Estou desatinado para as prosas
Não faço mais nada
A não ser me cortar com os espinhos das rosas,
Quando procuro dentre todas, vosmecê

Estou louco, matuto, sem voz
Com medo de virar um homem feroz
Sem tua cantoria nas noites de lua cheia,
Vejo-me preso nessa invisível cadeia

Não vê essas rimas tão fracas, sem inspiração
Culpa tua, ou deste triste coração
Sofredor de uma mulher só
Que nem sequer se importou em transformá-lo em pó


Agora que faço com este amor?
Escrevo, recito, rimo com dor?
Não me ensinaste a viver sem ti
Estou preso por toda a eternidade




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