Perdi-me no devaneios frente ao mar
Já calmo, depois do tormento
Me encontro alucinado ao teu reflexo
Não sabendo se é fruto da minha imaginação
Ou saudade devassa do pedaço de carne
Que chamam de coração
Logo após a volta da minha alma
Para dentro de meu corpo e pé no chão,
Lastimável devastação de saudade
Mas tua presença deverá é uma imensidão
Não sabendo se és alegria ou euforia
Ou quiça meramente alucinação ou fantasia
Certas vezes essas peripécias são para minha pessoa
Constante, ou ocasiões a toa
Imaginar-te nas águas calmas do mar,
Mexendo-se os formosos cabelos com as ondas
Mas sempre que tento te pegar acabas por naufragar
E perde-se por infinitos segundos, mas voltar para me atormentar
Sempre volto para as areias da praia
Com lembranças de nosso encontro neste lugar
Tuas miragens, ora nas ondas, ora nos lagos, ora no mar
Deixam meu espirito mais calmo
Sei que a saudade, tanto antes falada
Fica mais amena, mas nosso real encontro, ainda há de chegar
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