terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A janela

Pela janela
Vejo os ratos fugirem da vassoura
Como quem fosse da morte

Vejo a boemia aplaudir
Aplausos de quem se fascina
A moça que passa logo ali

Atravesso a sala
E em outra janela
Vejo a briga de marido e mulher
A qual diz o ditado
E como tal, ninguém mete a colher

Pelas janelas eu vejo
Pela janela eu respiro
Por outra janela sinto o sol
Me molho com a chuva
Vejo entrar o verão
E sai outono
Agora eu cansado
Deixarei me pegar, o sono

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